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domingo, 20 de maio de 2012

A volta do que jamais se foi...

ainda escrevendo...

Não parei, não deixei de lado minha fome de palavras, minha sede de ideias, meu desejo de aventura. Ainda estou aqui.

Meu corpo sai, minhas mãos não pousaram sobre estas páginas, meus olhos encarando outra realidade quase se fizeram fechar; minha boca, seca, sempre fechada, não repetiu pequenos fragmentos de pensamento que se fizeram história, por um longo tempo. Minhas palavras podem ter se ausentado, mas minha alma jamais se afastara daqui.

Volto então como o carrasco de minha ausência, o Bobo de minha própria corte, a mentira de minha própria verdade; essa é a ressurreição do que jamais morrera, a volta do que jamais se foi, é assim meu regresso a estes relatos tão certos quanto a incerteza e tão verdadeiros como a mentira.

Estou de volta, a assombrar a quietude, a provocar o inocente, a convidar o mundo a pensar.

estou de volta...

ainda escrevendo...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

A incurável doença da escrita



Já dizia Juvenal, o romano, pelo menos vinte séculos atrás, da incurável doença, que nos obriga a escrever, sem rumo, sem motivo, sem destino, apenas palavras nos guiam. Somos nós escravos do impulso, determinados a escrever o que vier à mente, no que estiver por perto e se isso não for o bastante escrevemos até alguém ousar ler, pois sentimos sede de nos expressarmos.

Seria vontade dos outros saberem o que pensamos? Seria uma vontade de falar o que não temos coragem? Seria vontade de fugir desse palco de loucos e viajar por outros palcos? Sinceramente, não sei. Sei apenas que quanto mais escrevemos mais queremos escrever, alguns chamam de dádiva e outros de maldição, mas não importa. Enquanto houver quem leia não escrevemos em vão! Notívagos? Talvez, às vezes só a madrugada nos faz sentir bem para escrever, mas ainda que o dia nos afaste essa vontade louca basta que caia uma gota de chuva para que o petrichor invada nossas mentes e novamente nos faça mensageiros da alma.

Mas também existem os outros, os outros que não conseguem parar de ler e que não param enquanto não chega ao fim o romance, a história, a loucura... E esses são parte de nossos leitores. E esses respeitamos assim como respeitamos nós mesmos, pois entendemos o que os fazem querer ler.

Hipergrafia, é assim que chamam o que temos... Não sabem de nada...

Apenas peço que leia o que escrevo e se quiser que eu também leia o que escreve também o farei com prazer, basta que me peça e me diga o que ler e por onde eu passar direi o que senti e sempre que puder retornarei e lerei novamente. Mas só peço que leia e diga o que sentiu.